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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Homem

não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação

só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz

não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
não tenho inveja da fidelidade
nem da dissimulação

só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz

domingo, 13 de junho de 2010

Chromaggia

Tanto tempo fa
Un unccello fatale di nome
Chromaggia
Incrociò in volo la freccia
Arciere lungo le coste di lava

Per anni, pensando di essere
Inseguita scappò dalla freccia

Chromaggia, Chromaggia
Perché non afronti il pericolo?
La freccia era legata all'ala
E lei volava per liberarsene
"Tirando la freccia altri son ferriti
Per mia colpa, mia colpa"

Giú! Verso la bocca del diavolo
La sua freccia, i miei occhi
BLIND MAG:
Chromaggia, come take these eyes
I would rather be bilnd

Há muito tempo
Uma ave sinistra
Chamada Chromaggia
Foi atingida pela flecha
De um arqueiro, na encosta de um vulcão

Por anos pensando que a flecha a perseguia
Ela voou tentando escapar

Chromaggia, Chromaggia
Por quê não enfrenta o perigo?
A flecha estava presa em sua asa
E ela voava para se libertar
"Se eu tirar a flecha outros serão feridos
Por minha culpa, minha culpa"

Para baixo! Direto para a boca do diabo
A sua flecha, os meus olhos
BLIND MAG:
Chromaggia, venha arrancar estes olhos
Eu preferia continuar cega!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

2001 > Tom Zé - Rita Lee

Astronauta libertado
Minha vida me ultrapassa
Em qualquer rota que eu faça
Dei um grito no escuro
Sou parceiro do futuro
Na reluzente galáxia

Eu quase posso palpar , a minha vida que grita
Emprenha e se reproduz, na velocidade da luz
A cor do céu me compõe, o mar azul me dissolve
A equação me propõe, computador me resolve
Aahhh

Amei a velocidade, casei com 7 planetas
Por filho cor e espaço , não me tenho nem me faço
A rota do ano luz, calculo dentro do passo
Minha dor é cicatriz, minha morte não me quis

Nos braços de 2000 anos, eu nasci sem ter idade
Sou casado, sou solteiro, sou baiano, estrangeiro
Meu sangue é de gasolina, correndo não tenho mágoa
Meu peito é de sal de fruta, fervendo num copo d''''água

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Coisas da vida

Composição: Alzira Espindola/Itamar Assumpção

Existem coisas na vida
Das quais até Deus duvida,
Tem beijos de boas vindas,
Tem beijos de despedida.

Tem choro, coro, decoro,
Entrada não tem saída,
Tem forum,falta de coro,
Tem um toque de Midas.

Tem quem apronte um salseiro,
Tem gente muito querida,
Tem cara de pau de monte,Morte por uma dívida.
Tem tanta coisa pra ontem.

Existem coisas na vida
Das quais até Deus duvida,
Tem quem não tenha guarida nas vielas e avenidas.

Tem olho da rua, becos,
Tem ouro de tolo,um touro,
Tem vaca e mulher parida.

Tem gente que é só sucesso,
Como tem gente falida,
Tem gente que não tem berço,
Bandido, gente excluída.

Tem gente muito valente.
Tem gente só suicida.
E por ter gente demente,
Tem gente que é prevenida.
Tem coisa que segue em frente,
Tem coisa já falecida.

Existem coisas na vida
Das quais até Deus duvida
É o diabo a quatro querida.

Existem coisas na vida
Das quais até Deus duvida
É o diabo a quatro querida.

Canto em qualquer canto

Composição: Ná Ozzetti / Itamar Assumpção

Vim cantar sobre essa terra
Antes de mais nada, aviso:
Trago facão, paixão crua
E bons rock's no arquivo
Tem gente que pira e berra
Eu já canto, pio e silvo
Se fosse minha essa rua
O pé de Ipê estava vivo

Pro topo daquela serra
Vamos nós dois, vídeo e livros
Vou ficar na minha e sua
Isso é mais que bom motivo
Gorjearei pela terra
Para dar e ter alívio
Gorjeando eu fico nú
Entre o choro e o riso

Pintassilgo, pombo, melro
Águia lá do paraíso
Passarim, mundo da lua
Quando não trino, não sirvo
Caso a Bela com a Fera
Canto porque é preciso
Porque essa vida é árdua
Pra não perder o juízo

quarta-feira, 22 de abril de 2009

As Aparências Enganam

Composição: Tunai e Sergio Natureza

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague
se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão, sonhos vividos de conviver
As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Poque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer, não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer, senão chorar sob o coberto
As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera

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