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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O forro

A porta
A janela
As paredes
e muito pouco forro.

O caixão.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Um Rubi

Despeja suas mágoas em mim
A porta entreaberta é sempre um convite
Amar
As janelas defronte a um espelho
Mostram o universo que há dentro
As flores, penduradas na janela, evolvem
Só com a chuva de uma tempestade

Derrube as paredes
Pedras
Pedras
Pedras ao redor
Só um rubi

Mas

Eu grito
Muda
Atravessando o sentido cruzado de certas flores biônicas
Com seus olhares codificados
Decifram minhas línguas misófonas
Louca
Um ponto final reticente
Pauta de cada mentira que eu sei que sou
A mais pura verdade

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ser humano

maltrato.
eu amo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Passeava com olhos
Tinha visto
Tão forte
A certeza
Não acreditava
Apenas a duvida
E só

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Jardineiro

Farol de eclipse-fagia

Esparta palavra paria


sala-de-balões
-espera-cereja
-roxo-de-choros


arranca o nome
Jardineiro de novo

Dúvidas(?)

Semeia fome

Quer morrer pergunta?
Não quer! amor
Não quer! prazer
Não quer! Fazzer


Não declina
Farol de eclipses

Declinamente outras declinações
homonimativo
singular plural

quarta-feira, 10 de março de 2010

Você

Chegou você.

Um doce furacão

Tomou conta da minha vida.

Seus olhos me absorvem.

Eu já não caminho sem seus passos.

Estou preso a cada dia que passamos juntos,

Cada sensação:

Amor, prazer e dor

Estão gravados,

Tatuados em minh’alma.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Suicídio

Urros gritos e gemidos / Incendeiam meu peito
Homens mulheres caídos aos meus pés
(Me amam e me desejam)
Banham-se em meu sangue / Cintilante como as estrelas
Eu sou a Lua!
A lhes tirar a culpa / A marca deixada pelo tempo
Em seus corpos apodrecidos pelo veneno
Lento e meticuloso (Implacável, porém)
Dá-lhes sempre que o tomam um dia,
Em troca rouba o brilho dos olhos
Suga suas forças / Seus sonhos e amores
Humilha e leva-lhes à sarjeta
Faz do lodo a quintessência
E esconde o elixir dos vermes / Tão pútridos e tão belos
Antídoto condenado ao fundo desse precipício
Que beiram seus pés e encerra a solução de todos os problemas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O canto de cristal

Perdido, meus olhos

A fera e o cristal

Belíssima cantava

Dissonante dos acordes

Sua alma vibrava num tom

A regularidade de nenhum poliédrico

Equalizava

Pura

Amanheceu as profundezas

Porque

Chovia magnífica

Sua Natureza

quinta-feira, 29 de outubro de 2009


Diz que você me ama, mesmo sem ter motivo.
Sem vergonha, sem medo, sem vício.
Com o coração vulnerável, meio sem sentido.
Diz que sou importante, não por ser melhor,
Só por existir, pra viver no seu mundo.
Pra estar com você, pra perder a cabeça.
Pra não olhar para trás,
Sem dor, sem solidão,
Só com você.
Com seus sonhos, com seus desejos;
Sem hora pra acabar,
Só um minuto pra pensar.
Sem compromisso, ou responsabilidade.
Sem desculpas,
No mundo, só nós dois.
Só para você.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

REQUIEM VVLTVM ORQUIDAE

hOh doce lua, triste e fria
Em teus braços entrego minh'alma
Despida de esperança
Em serena serenata a serenar a cena:
A hora dessemelhante, ingênua, amena.
Um Ode ecoa à brisa
E brada
Pelas sete portas, sete sílabas: a vida
Não vive já.
És é e o será
Por toda a ...
Qual nada muita mágoa
Que se traça, traga e amarga à parva
À noite frígida, o eclipse oculto da orquídea.

sábado, 1 de agosto de 2009

Passagem

"Tempo, tempo, tempo...
Tritura as almas, destrói os sonhos,
E quando tudo passa, já não somos mais nem o que sobrou.
Maldito tempo, que apaga da memória as lembranças de amor.

Maldito tempo, que faz sucumbir ódio e rancor.
Maldito tempo, que nos aprisiona entre um futuro que nunca chega
E um passado que jamais voltou;
Num presente de lembranças frugais e projetos banais...

Tempo que atrapalha os amantes;
Separa os amigos;
Desfaz as familias;

Viola os pais;
Que desonra os filhos;
E continua passando por cima do que era antes."




Essa balada fala de um tempo a que não estudamos, maior que o tempo científico, mais importante que o tempo de vida; fala de um tempo que não estamos treinados a identificar, é o tempo do tempo.

Não podemos medi-lo em horas, minutos, segundos, ou qualquer outra grandeza física, porque esse tempo coexiste em si mesmo, ditando as próprias regras.Ele atua de dentro pra fora, nos levando a um estado de insipiência máxima e irreversível, nos faz ficar ocos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Felicidade


Se alguém me perguntar o que espero para o futuro, "nada" será a resposta, pois tudo o que eu posso esperar de bom já faz parte da minha vida!

sábado, 4 de julho de 2009

Vegetariano


Virei vegetariano!

Já faz algum tempo, é verdade, mas estou (ainda) me sentindo um pouco deslocado comigo mesmo. Sinto muito desejo de comer os cadaveres (quando vejo uma feijoada, então...), mas minha consciência resiste.

Aconteceu essa semana algo que me deixou um tanto pensativo:
Fui à casa de minha tia, e esqueci que a salsicha do cachorro quente é um animal (morto).
Antes de levarem-no para a mesa, eu lembrei. Ele foi feito somente por minha causa.
Jogá-lo fora, seria um atentado para com os cidadãos que estão com fome pelo mundo.


O que você faria???

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Solidariedade

Para a apreensão das mensagens implícitas abaixo, é recomendada a leitura do seguinte:

http://letraesinestesia.blogspot.com/2009/06/sofismos.html


"Não sonho mais com a resposta,
Já nem sei se quero ouvir.
Minha consciência se esgota
Sem saber mesmo (por quem) FUGIR!

Os olhos só se encontram no firmamento.
As folhas (secas) embebidas em pranto
Tecem-me -num açoite- um paletó SANTO
De cimento

A doce memória da voz -o silêncio-
Que é real somente em mim, eu sei.
O que não daria para ser máquina tão somente.
E me entregar ao eco do seu silêncio."

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Rondó molhado



Mandacaru que roga pela seca
E floresce com o riso
Que brota no arder do chão
Sacia hoje tua sede

Nas lágrimas carregadas de desespero e dor
Que a enchurrada leva encosta abaixo
Hoje sacias as sedes
De tuas raízes famintas

Mandacaru que roga pela seca
E floresce com o riso
Que brota no arder do chão
Sacia hoje tua sede

Na angústia que atemoriza os fracos
Ante o fel que emana da pólis
(Putrefacto!) E infecta por inanição
Hoje sacias vossa vacuidade moral

Mandacaru que roga pela seca
E floresce com o riso
Que brota no arder do chão
Sacia hoje tua sede

Nos meus lábios
Obtusos: Que hoje arrefecerão tua dor
Necrosos: Calarão teus gemidos
Até que cesses

Mandacaru que roga pela seca
E floresce com o riso
Que brota no arder do chão
Sacia hoje tua SEDE

domingo, 10 de maio de 2009

Life's truth




Did you ever fell nausea about something?

When I am walking on the street and see anyone barefoot, or eating trash, or sleeping at the floor, I always ask myself about what is the nausea.

I can't believe that those peoples were born without this feeling (or sensation, whatever you want). But, facing up the moment, is the only reason to support that.
I can't see trash, or feel its smell, that my stomach became "freak".

Where is our humanity???
We feel down when this kind of thing is remembered, but for us, who is handable complain, "someone" have to do something, and we do nothing to help who need.

I repeat my claim:

We must do anything to replace our mistakes, if not, It will became an unhabitable world.

Mother's day


O amor é um sentimento extravagante, que exige o máximo de nós.
Muitas vezes não há nada que supra suas "necessidades".
Como hoje, dia em que o maior dos presentes se torna objeto insignificante diante da beleza do teu sorriso, que não mais que reflete a grandeza da tua alma, que é por natureza transcendental!

domingo, 26 de abril de 2009

Du bist mein Liebe

Ich vielleicht nie wissen gefallen du, oder verstehen du, oder sein mit du, oder sprechen mit du, aber alle bande zwischen wir wird weissglühen mein herzen.

Wenn wir nicht wurde so menschlichen............

Ich nicht leben ohne dich!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O respeito como deve ser

Que é respeito? Onde está o nosso respeito?

Me faço essa pergunta diversas vezes, pois é incompatível o conceito de respeito com aquilo que presenciamos no dia-a-dia.
As pessoas tomam o respeito por um sinal de superioridade. (Inconcebível)
Os jovens são constantemente perseguidos por essa "palavra" (pois seu significado já se perdeu), muitas vezes sem terem o direito de "saber".
(Descobri o motivo da tão estigmatizada rebeldia juvenil)

Querem que sejamos vis marionetes, à mercê dos mais velhos (especialmente os familiares). Quando há uma discussão em torno de qualquer assunto, vetam nosso direito de opinar (a coisa torna-se pior quando nossa opinião é adversa).
Temos o direito de pensar, a característica principal dos seres humanos é a sua capacidade de aprender. Somos confinados, a maior parte de nossas vidas, em instituições educacionais para desenvolvermo-nos intelectualmente, e quando queremos fazer uso desse conhecimento que adquirimos somos boicotados.

Todo ser humano é igual perante a lei de Deus (e a dos homens), mas a "coisa" funciona de outra forma.
O respeito só existe de verdade como um sentimento, e é assim que deve ser. Não são as atitudes que determinam o respeito, e sim a sua existência no íntimo de cada um.

A única coisa que queremos, nada mais é que ser respeitados.

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